Flagrante
Assassinato e cinco presos no domingo de eleição em Águia Branca
Ademir Gomes da Silva, de 56 anos, foi morto a tiros. Polícia diz que crime tem relação com domínio do tráfico de drogas
Wilson Rodrigues
Diretor |Editor-chefe
Publicado em 27 de outubro de 2026, às 21h19 Atualizado em 27 de outubro de 2026, às 21h19 Atualizado há 9 dias
Cinco pessoas foram presas no domingo (25), suspeitas de envolvimento no assassinato de Ademir Gomes da Silva, de 56 anos, ocorrido no mesmo dia, em Águia Branca, no Noroeste do Espírito Santo. Segundo o delegado Daniel Nogueira Azevedo, titular da delegacia do município, o homem foi morto por integrantes da facção criminosa Tropa do Urso, afiliada ao Comando Vermelho, que, segundo a polícia, tenta manter o domínio do tráfico de drogas na cidade.
Entre os presos estão três mulheres, de 23, 51 e 21 anos, e dois homens, de 37 e 45 anos. Todos foram autuados em flagrante por homicídio qualificado. Os nomes dos presos não foram divulgados.
“Desde o acionamento, as equipes policiais trabalharam ininterruptamente para esclarecer o crime. A análise de imagens de câmeras de videomonitoramento, as atividades de inteligência e os depoimentos de testemunhas permitiram identificar os suspeitos e localizar endereços relacionados a eles ainda no mesmo dia, durante a data das eleições”, explicou o delegado.
O corpo da vítima foi encontrado na manhã do último domingo (25), nos fundos de uma casa localizada às margens do Rio São José, em Águia Branca. O homem apresentava quatro perfurações provocadas por disparos de arma de fogo, sendo duas na cabeça e duas no pescoço.
“As investigações também apontaram que o imóvel onde o crime ocorreu é conhecido como ponto de venda de drogas ligado ao grupo criminoso. A motivação do homicídio ainda está sendo apurada. No entanto, há indicativos de que o crime possa estar relacionado à disputa pelo domínio do tráfico de drogas em Águia Branca”, disse o delegado.
A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação "para identificar todos os envolvidos, localizar a arma utilizada no crime e esclarecer quais veículos foram empregados na ação criminosa".
As prisões foram realizadas por policiais civis e militares.

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